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SEGUNDA SEM CARNE

  • 5 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Produzido e fotografado por Fabiane Neiva

Tem dia melhor pra postar sobre esse tema? Em 2003, a ONU lançou um documento que demonstrava o impacto da criação de animais no meio ambiente. Paul McCartney, um dos quatro integrantes dos Beatles, lançou em contrapartida um projeto chamado Meat Free Monday. Como o nome aponta, a ideia do projeto é deixar a carne fora do cardápio uma vez na semana.


A campanha, que foi incorporada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, prega diversos benefícios tanto para o corpo quanto para o mundo ao reduzir o consumo de proteínas animais. Alguns pontos a ressaltar:


Esses são apenas alguns fatores que justificam a adesão à campanha e um olhar mais crítico em relação a quantidade consumida de carne diariamente.


Mas vem aquela velha pergunta... e a proteína? Existem diversas fontes vegetais de proteína como soja, lentilha, feijão, grão de bico, entre outras. No ovo-lacto-vegetarianismo podem ser consumidos comer ovos e derivados do leite que são fontes desse nutriente.


Quanto a mim? Minha irmã Fabiane é vegetariana há cerca de 10 anos. Foi ela quem mostrou a campanha e propôs que não comêssemos carne um dia por semana em casa. Eu, apreciadora de churrascos e carne mal passada, era sempre a do contra que abria uma lata sardinha na Segunda sem Carne. Revolta desnecessária. Ano passado, convivendo com pessoas que comiam bem menos carne que eu, percebi que estava exagerando e que não precisava de tudo aquilo (carne no café na manhã, almoço e janta). Resolvi parar de comprar carne e acabei quase zerando o consumo, preferindo sempre a opção sem carne em restaurantes e lanchonetes. Hoje hoje em dia consumo peixe como exceção (sushi... meu ponto fraco) e já consumi outras carnes em duas outras ocasiões complicadas (nessas ocasiões me sentiria pior recusando a comida que foi feita com tanto carinho do que comendo... escolhas são pessoais) .


Não acredito que todos somos obrigados a adotar o vegetarianismo. Eu mesma não sou Mas, nossas escolhas devem ser CONSCIENTE. Se você come, dê valor a comida. A chef Paolla Carosella deu um show sobre isso no Masterchef.

Quando eu finalmente percebi que eu comia MUITA CARNE, não consegui mais voltar a comer como antes. Não comer no dia-a-dia, não comprar em casa, é quase um pedido de desculpas pro mundo depois de tanto consumo desenfreado.


Ouvi a Monja Coen uma vez dizer que a possibilidade de escolha de alimentação é um privilégio (ela mesma não é vegetariana). Comer carne é luxo em muitas partes do mundo e nós, brasileiros, temos uma grande área de mata propicia para a criação desses animais. No entanto, será que não estamos abusando? Será que essa é a melhor maneira? Nossas ações afetam não só a nós mesmos. Temos que pensar globalmente.


Esse post é de imensa importância pra mim. Eu, que nunca liguei para o vegetarianismo da minha irmã, que sempre achei besteira e que não era problema meu, me vi, de repente, parte do mundo quando eu entendi que não estava fazendo NADA por ele, a não ser consumindo e poluindo desenfreadamente. O vegetarianismo é mais que uma dieta alimentar. Há uma série de consequências que começam em um simples e aparentemente inofensivo PF.


E aí, topa tentar?


Independente das suas escolhas, faça com #consciência.


Mariane Neiva


Motivação adicional:


ps.: a foto é do almoço de domingo da minha entusiasta da cozinha preferida Fabiane Neiva... ela idéias de pratos vegetarianos no insta dela e fala da relação com a comida no www.alohadacozinha.com.

1 comentário


grinn_hood
12 de nov. de 2018

Que legal! A tua história de vegetarianismo é diferente do comum. Sou vegetariano 12 anos e conheci pessoas com os mais diversos motivos, desde questões de saúde, até questões espirituais. Acho que todo mundo deveria experimentar. Às vezes fico pensando se as pessoas aceitam a carne como alimento só por terem nascido em uma sociedade que comer carne é obrigatório.

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