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Quer aprender sobre bioluminescência?

  • 13 de ago. de 2019
  • 2 min de leitura

por Gabriela Verruck, bióloga pela USP e pesquisadora no IO-USP


Bom, para começar a falar de bioluminescência, é importante falar de outros 3 termos que se parecem muito com esse: a Fluorescência, a Fosforescência e a Quimioluminescência.

Nos dois primeiros casos, o que temos é um material recebendo luz e devolvendo essa energia também em forma de luz, mas com diferença no tempo em que a luz é devolvida.


Na fluorescência, assim que a fonte de luz é retirada, o material “apaga”. Já na fosforescência, a energia é devolvida mais lentamente, então o objeto continua brilhando mesmo um tempo depois que a fonte de luz é retirada.



E isso está mais perto de você do que imagina! Você já viu aqueles interruptores de luz nas paredes brilhando verde no escuro, ou então o ponteiro do relógio brilhando, não é? Isso é Fosforescência!



Mas ainda nos falta a Quimioluminescência, não é? Então, falando dela, como o nome diz, se trata de componentes químicos que quando unidos levam à emissão de luz.


E quando temos essa luz visível sendo produzida em um organismo vivo, temos a Bioluminescência! Nesse caso, os componentes químicos são chamados genericamente de Luciferase (uma enzima) e Luciferina (seu substrato), os quais se unem com o oxigênio para gerar Luz.




A bioluminescência é muito mais comum do que imaginamos... você já deve ter visto fotos ou até mesmo presenciado pontinhos brilhantes nas ondas da praia à noite, ou então, visto um vaga-lume... Esses organismos todos são bioluminescentes e são usados até na indústria! Sim, isso mesmo!




Vou te dar um exemplo: nas fiscalizações sanitárias para verificar a presença de organismos contaminando alimentos, os profissionais borrifam luciferase e luciferina na comida. Se brilhar, quer dizer que tem oxigênio, ou seja, tem algum ser vivo ali (que não deveria estar para que possamos consumi-lo)! Viu só como isso tudo está tão perto da gente?


E bom, só para você saber um pouco mais da bioluminescência, ela é especialmente comum no mar, tendo um grande leque de funções aos animais que emitem luz, como defesa, afastar predadores, atrair parceiros, e assim vai... A cor mais comum é o azul e a mais rara é o vermelho.


chaetopterus sp. - adaptado de @oliveira.iousp

Outro ser bioluminescente é o Chaetopterus sp., o animal que estudo. Ele vive dentro de um tubo opaco enterrado no sedimento... por que será que um animal desse emite luz afinal?! Quem vê essa luz? Essas são algumas das perguntas que estamos tentando responder e que como podem ver, são perguntas que qualquer um de nós pode fazer.

Bom, espero que tenha aprendido o que é bioluminescência e a diferenciar dos demais fenômenos, como a fosforescência, e como estamos envoltos por eles o tempo todo.


Obrigada!


Qualquer dúvida deixo meu e-mail à disposição: gabriela.verruck.moraes@usp.br


E o site e o insta (www.instagram.com/oliveira.iousp) do laboratório no qual trabalho: https://www.oliveiralab.net/



Quer ver as imagens em movimento? Siga o insta do blog: www.instagram.com/comcienciablog

 
 
 

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