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LUTE!

  • 29 de out. de 2018
  • 2 min de leitura


O poster tem autor desconhecido

Acordei. Mas não queria. Como de costume pego o celular e olho o instagram. Resistência. Resistência. Resistência. 'Que bonito'. Próximo.

Tiros, bombas, violência, arminha com a mão.


MEDO.

Achei que nada ia acontecer, mas já esta acontecendo...




https://www.google.com.br/amp/s/www.esmaelmorais.com.br/2018/10/crianca-morre-com-tiro-na-cabeca-durante-celebracao-de-vitoria-de-bolsonaro-em-ponta-grossa/amp/



Meu plano era escrever sobre sustentabilidade. Porém, fica impossível sorrir e acenar e fingir que está tudo bem. Porque não está!


Eu sempre acreditei que as pessoas eram boas, acreditei no Criolo que dizia:


'As pessoas não são más Elas só estão perdidas Ainda há tempo'


Será?


Sinceramente, eu vejo pessoas ruins. Eu vejo gente atirando pra cima, eu vejo chutes, eu vejo mortes, eu vejo pessoas 'do bem' criando grupo no Whatsapp para exterminar minorias. Eu sei que pode ser clichê, mas como explicar para as pessoas que elas deveriam se importar mais com o outro?


Eu poderia dizer que a violência não vai me atingir. Mas primeiro: eu vivo em sociedade, eu sou sociedade, eu acredito no coletivo, eu sou parte. Eu não posso ignorar que meus irmãos estão sofrendo simplesmente por nascerem onde/como nasceram.


E sabe como eu nasci? Mulher. Pequena (minha vó faz questão de lembrar o quão frágil eu pareço). E isso me torna vulnerável.


Quantas vezes você já chorou nesses últimos tempos? Não por dinheiro, por uma desilusão amorosa ou por um dia difícil no trabalho.


Ontem mesmo eu cai aos prantos. E a eleição nem tinha acabado.


Chorei porque senti nojo (sim, infelizmente foi esse o sentimento) de homens por TRÊS vezes seguidas. Se você é mulher, é muito provável que ja tenha passado por isso:


Um cara passa e diz: '-NOSSA HEIN'


NOJO.


Um homem desacelera o carro e ficou encarando como se quisesse tirar pedaço.


NOJO.


Por fim, e o pior.


Um carro que passa devagar, um homem que encara. O mesmo carro da a volta na quadra e passa de novo, com o farol aceso dessa vez, e encara novamente.


MEDO.


No momento a gente finge que não viu/ouviu, é forte, anda ereta, sem pânico.

Chega em casa e desmorona.


Meu despero não foi SÓ pelo medo do que poderia ter acontecido comigo.


Meu desespero é pelo futuro. Pela #consciência de que uma má influência no maior cargo de um país poderia fazer com que essas situações (e tantas outras) fossem consideradas normais.


Não é normal! A gente sofre, luta e não é MIMIMI. Feminismo é importante! Eu nasci mulher, eu me reconheço mulher, eu tenho curvas, eu SOU assim. O que eu posso fazer? Parar de andar a pé? Andar com spray de pimenta? Ou armada? Eu não quero isso.


Eu QUERO a liberdade de andar por aí sozinha e me sentir segura. Não só para mim, mas para todos.


Será que a gente pode ter esperança de um país melhor mesmo? É preciso CORAGEM. Vamos!


Mostrem suas armas, vamos continuar lutando.


Como Gandhi.

Como um professor.

Como uma garota.


Porque 'Verás que um filho teu não foge a luta', e aqui 'Ninguém solta a mão de ninguém'.


Por menos sangue derramado, por menos choro de desespero.


Por mais ativismo, por mais lutas sociais.


Só queremos justiça, respeito e igualdade. Não era pra ser óbvio?


Mariane Neiva



 
 
 

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